Estado da arte (da arte)

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Equipe Editorial de {{em_rgencia}

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Quando falamos da política e seu exercício nos remetemos, por partes, à série de fenômenos que involucram ao ser em comunidade, além de entender este fato extraordinário como uma possível forma de manifestação, nos referimos a um amplo, porém torcido, processo de reflexão tanto artística, quanto acadêmica e política. Mas não se trata unicamente de enunciar o pouco quanto a ordem tem mudado, ou melhor, o governo das coisas, o importante deste assunto seria a possibilidade de reconhecer o por quê tem acontecido essas mudanças, com o ânimo de possibilitar uma transformação da citada ordem nos cruzamentos onde a academia e a prática artística se vinculam com o cotidiano.

A nossa reflexão sobre o discurso contemporâneo se situa desde uma resignificação histórica e política que se relaciona com a proposta de uma ação cambiante apropriada a nossa época, a qual nasce do entendimento da relação de sustentabilidade da arte desde as instituições, de maneira que esta dependência nos faz pensar na prática artística em conjunto com sua definição conceitual.

Desde este panorama acreditamos que o alçar a voz, pronunciar fortemente e estabelecer um (contra)ponto de partida que ative uma nova atitude, um temperamento que discirna, que se oponha,  que seja propositivo e permita que a consciência política se dissemine pelo espaço. Achamos que é desta maneira que o manhoso da arte pode ser aproveitado, evitando a redução do espectador à leitura de discursos projetados indiscriminadamente sobre as formas permitiremos que possa ser mobilizado a re-estudar a própria imagem que vai ser projetada agora enquanto ele morre. {{em_01: estado da arte (da arte) se distancia das unívoca mirada jornalística e gera uma visão crítica sobre a prática e a função social da arte na nossa sociedade a partir dos seguintes eixos de problematização:

FENÔMENO. Dinâmicas particulares que afetam e dão forma a nosso contexto. Por exemplo, o narcotráfico na Colômbia e sua relação com o mercado da arte é fenômeno, que desde nosso ponto de vista tem sido estudado demais, agora de maneira propositiva nós pensamos: Quais poderiam ser outros fenômenos que importaria estudar?

ACONTECIMENTO. Fatos que durante o desenvolvimento permitem refletir sobre a maneira como os diferente agentes culturais participam e constroem o campo da arte. Neste eixo nós pensamos na maneira como as disciplinas são pensadas localmente e como se constroem a partir das conexões, contextualizamos e analisamos a maneira como os temas se subjugam os líderes de opinião internacionais (revistas, eventos, personagens, jornais, etc.). Nesta caso um exemplo e o caso de Nicolas Castro[1] e nosso questionamento, analise e visualização se desenvolvem ao redor da reflexão que o circuito da arte gerou sobre o tema.

RECEPÇÃO/TRADUÇÃO. As perguntas que nos interessam são: Por que se dão estas tendências? Que dinâmicas são significativas no intercâmbio local-internacional em relação a arte contemporânea? Que papel joga a história da arte na construção do meio local e vice-versa? Quais problemas de tradução cultural surgem ao interior das próprias dinâmicas do campo artístico das diferentes localidades?

ACADEMIA. A visão que tem determinada «escola» da arte da cidade e o país afeta profundamente a construção dos diferentes imaginários sobre a disciplina. Um olhar sobre a olhar dos diferentes programas das determinadas cidades, em perspectiva com alguns programas nacionais e internacionais.

O projeto emergente esta para pensar o acontecimento como uma estrutura complexa sustentada por meio da articulação de momentos relacionados e característicos.

Por considerar mais que uma urgência, a emergência não redutível das partes ou processos a suas diferentes interações.

Porque é possível afetar a trajetória de nosso Tempo, através de processos analíticos e conceituais com um caráter pratico e visualizável.

Assim que frente a você tem esta incitação a ser parte de um continuo diálogo transformador, em uma mutação associada que emerge sem mais preâmbulos à novidade “radical” do ser-em-comum.

 

Notas:
[1] Estudante universitário Colombiano que foi preso pelo governo por causa de um comentário, que fez via Internet, contra um dos filhos do presidente, de maneira que agentes locais e até o FBI estadunidense participaram de sua captura, sendo posteriormente preso até que a justiça mostrou que tudo tinha sido um fato de paranóia governamental que prejudicou a um jovem ingênuo.